quinta-feira, 26 de junho de 2008

Perfume "Intervalo" - Desculpa... Não resisti

"Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.
Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…
Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Não me deixes já
A história que não terminou
Não me deixes
…"

Sou perita em terminar histórias que nem começaram!

Onde está a parede?

Ai!

Dói!

Beijo pra ti... My mighty friend

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh

Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh...
Estou prestes a explodir!
Tenho de gritar...
Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh...
Deixa-me dizer...
Tudo...
Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh...
Fugiram as ideias...
Quero só gritar...

domingo, 22 de junho de 2008

Por cima das nuvens...

Era um céu azul... Um mar de palavras e frases, em recantos de experiências passadas e projectos futuros. Deambulei na vibrações de cada uma das letras unidas num correr disperso, coerente e expectante.
Toquei a pele fria e senti-a quente. Procurei no infinito castanho um verde que parecia envolver-te e por cima das nuvens senti o calor no rosto. Trespassou os sentidos e viajou num ondular de imaginações - tocou o vértice da engrenagem enferrujada.
E tu? Que viste? Que sentiste? Onde estavas? Onde estás?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Adição

Sigamos a lógica matemática dos resultados certos de cada adição:

Se me encontro nas palavras e elas me andavam fugidas...
Se me fazes viajar nas frases que descubro...
Se reencontro este prazer de tanto poder dizer...
Se foste tu que me devolveste esta minha terapia...

Não fujas que não te prendo.
Fica só que te preciso.

Não tenho nada para te dar.
Recebo só a vontade de me encontrar.

Se um mais um são dois... Deixa que os dois criem as frases... E assim neste resultado certo, ficamos.

Sem mais nem restos...

sábado, 7 de junho de 2008

Caminhos trocados

No caminho que sigo encontro rostos e almas... Tento olhar e ver o que encontro, mas os olhos são insuficientes. Exploro, desbravo terreno, imagino situações, coloco hipóteses, formulo soluções, testo resistências. É fácil entender o que me rodeia e as situações que vivo, mas por vezes teimo em repetições desnecessárias e inúteis só para que pareça mais difícil encontrar a verdade. Mas não é. O nevoeiro sou eu que o coloco, na ilusão de ocultar o que não me agrada, o que não estimula os meus sentidos. Depois vou retirando a pouco e pouco esse véu de sonhos e imaginações e encontro a claridade. É a luz que me anima os momentos de solidão e o sorriso sincero que me ilumina a alma. Fico-me na certeza dos sentimentos. Bons e maus. Porque os sentimentos maus também são precisos para criar a dureza resistente dos passos que dou. Sigo o caminho e procuro a indicação. Certa das escolhas e decisões tomadas, tolhida pela incapacidade de moldar as vontades dos outros, seco as lágrimas da impotência sentida. Quero continuar por aqui, não desistir de me fazer presente, acreditar na persistência e resistência. Infantilmente acredito na recompensa, no destino a que chegarei um dia. Apago as marcas deixadas na areia do rumo que não quero seguir, mas suspiro na certeza de o ter de voltar a pisar.
Talvez eu seja o produto que perdeu o sabor de outrora. Tenho a certeza dos caminhos trocados quando ainda sinto o sabor da primeira vez.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Espero

Hoje esperei por ti.
Sem dor ou ansiedade, sem tristeza ou desilusão.
Esperei.
Não vieste hoje, mas um dia estarás aqui.
Chamo "o beijo na vontade".
Vem... porque eu espero.

Beijo no sorriso

Com um beijo no sorriso me chamaste. Deixei-te entrar.
Ofereci-te um pouco da minha escuridão e tu devolveste-me uma luz intensa.
Caí na vontade de te beijar e fugi... Voltei para te encontrar à minha espera. No abraço que sentimos, entregámos o corpo aos raios. Terminaste com um beijo no meu sorriso, assim como me tinhas chamado...

Foi mentira

Leio e releio... Repito o movimento do olhar, do corpo, do tempo.
Senti... E como senti! Repeti o sorver de um beijo numa palavra que tocou o céu.
Reencontrei esta vontade - adormecida num tempo escuro e desperdiçado. Eu sabia que não eras tu. Não conseguia encontrar as palavras... Fugiam no exacerbar da mentira.
Mas agora.. Leio e releio... Pouso a mão no papel... Dói de tanto o sentir. Voltou porque faz parte de mim.

A ti

Quero só pedir-te...
Foge de mim se os teus braços forem fracos.
Quero só enviar-te...
Letras, palavras, desabafos, desejos e beijos...
Quero que saibas...
Tocava-te agora no instinto de encontrar mais que o corpo, mais que o beijo, mais que o prazer...

De volta...

De volta ao lugar onde me sentei, senti e reflecti. A chuva foi embora e no regresso do sol, regresso também eu a este local. No som que aqui chegar, encontro o relfectir dos meus pensamentos. É bom ouvi-los... Escrevo só para encontrar o meu lugar. Reencontro?

Fantasias

Empurrei-me para um abismo que não vi, tolhida pelas fantasias que inventei. Quis sorrir e encontrar-te. Perdi-te sem nunca te ter tido, sem nunca te ter sentido. Deixei-me cair, levantei-me e tive esperança, confiei em mim e nos sentidos.
Tentei.
Perdi.

Acreditar

Escondo a razão, abraço o sentir. Teimo na simplicidade confusa que antevejo em todos os momentos. O caminho que sigo é a minha exclusiva decisão...
Quero a leveza do momento simples e despreocupado, quero a loucura de um sorriso sentido. Quero acreditar que não me afastas, que me puxas com força para um caminho que eu sei ser possível.