domingo, 12 de abril de 2009

Espaços

És como o sol que atrais,
perigoso e delicioso.
És o sorriso que me ofereces,
no desprender dos gestos.
És o calor que me prende,
ao movimento do corpo.
Assim, num crescendo que não imaginei,
num medo que não pensei sentir.
Fica enquanto puderes,
na certeza do que somos agora.
Talvez me libertes do espaço que ainda não sei abrir,
talvez eu te encontre no espaço que não queres mostrar.
E nas perguntas que agora fazemos
está um caminho por descobrir.
Percorremos?

O fim

Foge o tempo perdido
Em horas e dias escassos.
Passam sem saber se sussuram
As palavras que quero ouvir.
Mais um dia em vão,
menos horas que ficam.
Foge, sem abrandar
a contagem que se esgota.
E sem saber chegarão ao fim
os sorrisos e as lágrimas,
as palavras e os gestos.
No fim, que se aproxima assim.
Anunciado, previsto, temido ou desejado,
enfim o fim...
Estranha incerteza me deixas,
ferindo o que ainda resta,
nas lembranças do que nunca foi...