terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Digam-me...

Digam-me que não estou só...
Digam-me que não sou a única...

Que chora e desespera por um amor que se perdeu,
Que não consegue desistir de uma vida que sonhou,
Que luta sem fim por uma pequena oportunidade,
Que sonha acordada ou a dormir com o cheiro da pele dele,
Que segue em caminhos estranhos na vontade de um olhar,
Que enfrenta a força do mar só para o poder encontrar,
Que repete palavras e movimentos perdidos no cansaço,
Que sorri no momento de um simples som,
Que se ridiculariza em tentativas vãs,
Que inventa razões que justifiquem um fim assim,
Que esconde a verdade por medo de a enfrentar,
Que pede palavras crueis para poder seguir em frente,
Que as condena se as ouve de seguida,
Que prefere não ouvir o que ele disse,
Que desespera na ausência que os dias trazem,
Que se rebela contra a tristeza que devia querer apagar,
Que mesmo assim segue em frente e até sorri,
Que mesmo assim deixa a porta aberta não deixando ninguém entrar,
Que percorre caminhos em buscas perdidas,
Que os repete sem vergonha de saber não encontrar,
Que espera...
Que ama e espera...

Digam-me que não sou a única...

4 comentários:

Anónimo disse...

nao és.

Brinquinho da cantareira disse...

TEMOS POETISA:)
Espetacularrrrrrrr:):)

Anónimo disse...

Não te conhecia esse dom para a poesia! Gostei.Contudo, continuo a dizer e ,se for preciso gritarei até ficar sem voz: esquece o passado rapariga!!! " Abre a tua porta..."

Anónimo disse...

Eu so lhe digo uma coisa... se ficarmos a olhar para traz, nao conseguimos seguir com a vida em frente!!!

Porem a escolha e sua...

Luísa