terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sem título

Imagino o teu olhar
Desejo o teu toque...
Na pele fria onde senti o calor de um amor que não consigo apagar,
desejo repousar e parar.
Parar o tempo e o mundo
e estar serena em ti,
por um momento,
um instante de felicidade que ainda recordo.
Chamo-te com a força de todos os meus sentidos,
mas tu não vens.
Desespero na vontade que me encontres,
aqui,
onde ainda te espero.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Entre o sol e o mar

Às vezes o sol é tão forte, tão forte
Às vezes as ondas do mar são tão grandes...
Mas de que serve a luz do sol se for fraca, fria e sem cor?
E que seria da grandiosidade do mar se nos parecesse inofensivo?
Eu adoro quando o calor do sol me avassala!
Eu enfrento a força das ondas com vontade de as sentir na pele!
Só quando aceitamos que a luz tão intensa do sol é necessária,
só quando temos coragem de nos enrolarmos na violência desmedida do mar,
só então conseguimos sentir o conforto do calor
e acalmar as águas numa serenidade sem igual!
Eu tenho vontade de lá chegar...
Está aqui e tu sabes...
Já a vislumbraste um dia...
Não preciso dizer-te que se enfrentares as ondas e deixares que os raios te queimem...
Vais ganhar um azul sereno de céu e de mar...
Imenso...
Sem fim...
Vem...
Eu estou a arrefecer os raios com as gotas do mar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Como num filme

No vento que levantava as folhas pelo ar,
ela entrou segurando o casaco.
O frio ficou no cinzento das ruas escuras e perdidas em chuvas desordenadas.
Ela entrou e fixou-lhe o olhar.
Procurou a resposta nos gestos banais de um encontro comum.
Enganou a respiração descontrolada num suspiro contido,
entrelaçado no som que os envolvia...
It's been the longest winter without you
I didn't know where to turn to
Seguiu-o nos passos soltos de um correr de palavras perdidas,
encontrou-o no calor que desejava seu.
O som tornou-se mais real, e por isso mais cortante.
See somehow I can't forget you
After all that we've been through
Ouviu a música que tocava, talvez ali, talvez só na sua imaginação,
no mistério de uma miragem talvez falsa, talvez verdadeira, sentiu...
It'll all get better in time
Percebeu que ele a olhava também, no sorriso que esconde as palavras,
reparou no toque fugaz das mãos que se aproximaram.
Desligou o ritmo ouvido ou imaginado que a afastava dele,
no medo de enfrentar a possível hipótese que os afastaria assim,
num conforto de um toque de carinho, de apenas ternura,
evitando sentir o desejo perdido, recusado, negado...
Como num filme, ele aproximou-se e ela, mais uma vez,
escondeu o turbilhão dos sentidos...
E num segundo o mundo mudou, a luz chegou, o vento parou,
num segundo a música desapareceu, o medo deixou de existir,
voltou a certeza, a vontade de esperar....
No segundo em que ele a beijou, assim, sem mais, sem flores ou estrelas,
sem festejos ou festivais de cores,assim, num beijo, perdido, corrido, sentido...
Assim, como num filme...

domingo, 2 de novembro de 2008

Olhei-te o sono

Quando ainda dormias, fixei o teu rosto e imaginei os teus sonhos.
Entrei no teu mundo de desejos e conquistas e caminhos e metas.
Corri ao teu lado na força que sempre sinto quando te olho.
Observei os teus olhos cerrados na serenidade de decisões e certezas.
Refugiei-me contigo no canto escuro que o sol não quis iluminar.
Deixei-te dormir no embalo da melodia que te dediquei.
Tirei do meu rosto as marcas do pesadelo que interrompi.
Encostei os meus sonhos aos teus e viajei no teu mundo perfeito.
Encontrei-nos rodeados de elementos que nos pertencem.

Assim fiquei, contigo, no sonho, no olhar, na vontade de te abraçar...

Deslizei os meus lábios na tua face enrugada do sono e deixei-te num adeus que não senti...

domingo, 12 de outubro de 2008

Um dia percebi que ia ser sempre assim...

Estava um céu carregado... De nuvens, de um tom cinzento estranho, de uma tensão que queria desprender-se. Choveu e o céu transformou-se, mas depois veio o frio. Estava frio, muito frio, senti-me desconfortável, mas achei que ia passar. Amanheceu e o sol estava tão próximo que me fez estremecer. Quase não conseguia olhar o mar, mas depois de aceitar a claridade vi-o revolto. Que estranho, pensei... Um dia tão lindo e o mar parece não pertencer aqui.
São só elementos. Pertencem a um todo. Aqui ou em outro sítio qualquer. Somos todos elementos. Partes. Membros.
Interligamo-nos de tantas maneiras, mas somos partes separadas, individuais, independentes. Os elos existem sempre em todos os momentos e podem quebrar-se por falta de manutenção.
Achamos sempre que podemos saltar para lugares que não são nossos e tentamos lá ficar por nos parecer mais seguro... Mas para a máquina funcionar, voltamos ao nosso canto.
É como quando queremos que esteja sol e calor para podermos passear e sair, e realizar os projectos que delineámos com cuidado... Quem manda planear, se não podemos controlar o sol? A solução é planear contando com todas as variáveis possíveis. Nesse curso ainda estou com muitas cadeiras em atraso. Até tenho os livros todos certos para estudar e aprender. Mas, ou por burrice, ou simplesmente por teimosia, ainda não aprendi essa parte. Fico-me nos planos delineados a pensar que vai estar sol. Depois chove e eu desabo em frustrações desnecessárias...
É teimosia, mesmo. Prefiro assim... Estar reprovada sem querer estudar, sem querer aprender.
Quem sabe? Até poderá estar sol... E tudo o que planeei dará certo.
Mas será que esta teimosia tem influência nas condições meteorológicas futuras? Ou seja, será que por querer tanto um dia de sol, a chuva, irónica e propositadamente, se impõe?
Curiosamente, bastava uma palavra, um gesto, uma atitude, um comportamento... Bastava um movimento pequeno, quase insignificante e toda a chuva seria muito mais desejada do que qualquer dia radiante de luz.
Que estranho.
Que pessoa estranha sou...
Que desejos desmedidos!
Estou presa... Amordaçada...
E isso não quero.
Não posso.
Não consigo.
Era tão fácil...
Fazíamos assim: um compromisso sensato entre as partes, nao quebrando os elos, mas mantendo a individualidade. Reforçávamos os actos em planos mais bem elaborados. Era tão fácil.
Fácil quando se sente, quando se tem vontade.
Eu tenho tanta vontade...
Será que amanhã vai estar sol? É que já está tudo planeado a contar com o sol!!!

domingo, 10 de agosto de 2008

Stýská se mi po tobě

Há pouco estava um luz imensa,
um sol que parecia iluminar tudo...
Tão brilhante que não me deixava ver.
Franzi a testa e sorri...
Olhei-o na certeza de ele estar ali
e de se fazer sentir no calor que me tocava a pele.

Depois o nevoeiro chegou.
E apesar de deixar de sentir o seu calor na pele,
apesar de não o ver,
continuo a sorrir...
na certeza que o sol não desapareceu.
Está apenas escondido, mas mantém-se no mesmo lugar.

É nesta certeza que encontro o conforto.
Olho e não vejo... Recordo o sentir na pele,
sei que regressará - Serenidade assim conquistada.

Esta ausência é só temporária. São momentos que sucedem e precedem o calor.

Mas tu...

Stýská se mi po tobě

Porque não estás atrás do nevoeiro...
Porque não te consigo ver...
Porque não te adivinho a chegada...

Ai!
Como preciso daquela serenidade...
A serenidade da certeza!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

.
.
.
.
.
.
I'm on the edge...
Let me fall.
.
.
.
.
.

Is it?

Isn't it weird to misss
everything we haven't lived yet?

Isn't it weird to long for
everything that is nothing but a mistery?

Isn't it weird to wish for
all the things we haven't said yet?

Isn't it wonderful to feel?

Isn't it amazing when we are together?

Isn't it lovely to talk and be heard?

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Blind

Lost forever in the darkness
Hoping to catch the bright lights in every corner
I thought I saw dawn in your arms
As the sky was turning blue
I was feeling no longer blue

Too much too soon
Your eyes and my ecstasy
Vanished my awareness
In trance I danced
Looked at the moon
Felt no longer alone

But maybe... only maybe...
I might be blind..

terça-feira, 8 de julho de 2008

Silêncios

É nas palavras que não são ditas que te procuro,
Imagino o som do pensamento que, por livre, se esconde.
Num recanto percorrido relembro o barulho das mãos,
E aguço os sentidos para ouvir todas as melodias que idealizo.
Ensurdecedor no movimento do corpo que se contorce,
Inaudível na distância que me impões...
No labirinto dos sons intermitentes
Perco-me em fantasias de te ouvir gritar.
Como temo que te faças ouvir tarde demais!
Preciso encontrar o código, estudá-lo e aprender
A ler os silêncios... teus e meus.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Azul...

Fixar o olhar no horizonte e descobrir-lhe o rasto...
Entrar na madrugada como uma onda que chega à praia...
Sentir o aroma da manhã em maresias redescobertas...
Deixar os fracos raios de sol tocarem o rosto triste...
Elevar a alma num voo de gaivota...
Percorrer o céu...
Perder-me no seu azul...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Perfume "Intervalo" - Desculpa... Não resisti

"Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.
Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…
Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Não me deixes já
A história que não terminou
Não me deixes
…"

Sou perita em terminar histórias que nem começaram!

Onde está a parede?

Ai!

Dói!

Beijo pra ti... My mighty friend

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh

Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh...
Estou prestes a explodir!
Tenho de gritar...
Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh...
Deixa-me dizer...
Tudo...
Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh...
Fugiram as ideias...
Quero só gritar...

domingo, 22 de junho de 2008

Por cima das nuvens...

Era um céu azul... Um mar de palavras e frases, em recantos de experiências passadas e projectos futuros. Deambulei na vibrações de cada uma das letras unidas num correr disperso, coerente e expectante.
Toquei a pele fria e senti-a quente. Procurei no infinito castanho um verde que parecia envolver-te e por cima das nuvens senti o calor no rosto. Trespassou os sentidos e viajou num ondular de imaginações - tocou o vértice da engrenagem enferrujada.
E tu? Que viste? Que sentiste? Onde estavas? Onde estás?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Adição

Sigamos a lógica matemática dos resultados certos de cada adição:

Se me encontro nas palavras e elas me andavam fugidas...
Se me fazes viajar nas frases que descubro...
Se reencontro este prazer de tanto poder dizer...
Se foste tu que me devolveste esta minha terapia...

Não fujas que não te prendo.
Fica só que te preciso.

Não tenho nada para te dar.
Recebo só a vontade de me encontrar.

Se um mais um são dois... Deixa que os dois criem as frases... E assim neste resultado certo, ficamos.

Sem mais nem restos...

sábado, 7 de junho de 2008

Caminhos trocados

No caminho que sigo encontro rostos e almas... Tento olhar e ver o que encontro, mas os olhos são insuficientes. Exploro, desbravo terreno, imagino situações, coloco hipóteses, formulo soluções, testo resistências. É fácil entender o que me rodeia e as situações que vivo, mas por vezes teimo em repetições desnecessárias e inúteis só para que pareça mais difícil encontrar a verdade. Mas não é. O nevoeiro sou eu que o coloco, na ilusão de ocultar o que não me agrada, o que não estimula os meus sentidos. Depois vou retirando a pouco e pouco esse véu de sonhos e imaginações e encontro a claridade. É a luz que me anima os momentos de solidão e o sorriso sincero que me ilumina a alma. Fico-me na certeza dos sentimentos. Bons e maus. Porque os sentimentos maus também são precisos para criar a dureza resistente dos passos que dou. Sigo o caminho e procuro a indicação. Certa das escolhas e decisões tomadas, tolhida pela incapacidade de moldar as vontades dos outros, seco as lágrimas da impotência sentida. Quero continuar por aqui, não desistir de me fazer presente, acreditar na persistência e resistência. Infantilmente acredito na recompensa, no destino a que chegarei um dia. Apago as marcas deixadas na areia do rumo que não quero seguir, mas suspiro na certeza de o ter de voltar a pisar.
Talvez eu seja o produto que perdeu o sabor de outrora. Tenho a certeza dos caminhos trocados quando ainda sinto o sabor da primeira vez.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Espero

Hoje esperei por ti.
Sem dor ou ansiedade, sem tristeza ou desilusão.
Esperei.
Não vieste hoje, mas um dia estarás aqui.
Chamo "o beijo na vontade".
Vem... porque eu espero.

Beijo no sorriso

Com um beijo no sorriso me chamaste. Deixei-te entrar.
Ofereci-te um pouco da minha escuridão e tu devolveste-me uma luz intensa.
Caí na vontade de te beijar e fugi... Voltei para te encontrar à minha espera. No abraço que sentimos, entregámos o corpo aos raios. Terminaste com um beijo no meu sorriso, assim como me tinhas chamado...

Foi mentira

Leio e releio... Repito o movimento do olhar, do corpo, do tempo.
Senti... E como senti! Repeti o sorver de um beijo numa palavra que tocou o céu.
Reencontrei esta vontade - adormecida num tempo escuro e desperdiçado. Eu sabia que não eras tu. Não conseguia encontrar as palavras... Fugiam no exacerbar da mentira.
Mas agora.. Leio e releio... Pouso a mão no papel... Dói de tanto o sentir. Voltou porque faz parte de mim.

A ti

Quero só pedir-te...
Foge de mim se os teus braços forem fracos.
Quero só enviar-te...
Letras, palavras, desabafos, desejos e beijos...
Quero que saibas...
Tocava-te agora no instinto de encontrar mais que o corpo, mais que o beijo, mais que o prazer...

De volta...

De volta ao lugar onde me sentei, senti e reflecti. A chuva foi embora e no regresso do sol, regresso também eu a este local. No som que aqui chegar, encontro o relfectir dos meus pensamentos. É bom ouvi-los... Escrevo só para encontrar o meu lugar. Reencontro?

Fantasias

Empurrei-me para um abismo que não vi, tolhida pelas fantasias que inventei. Quis sorrir e encontrar-te. Perdi-te sem nunca te ter tido, sem nunca te ter sentido. Deixei-me cair, levantei-me e tive esperança, confiei em mim e nos sentidos.
Tentei.
Perdi.

Acreditar

Escondo a razão, abraço o sentir. Teimo na simplicidade confusa que antevejo em todos os momentos. O caminho que sigo é a minha exclusiva decisão...
Quero a leveza do momento simples e despreocupado, quero a loucura de um sorriso sentido. Quero acreditar que não me afastas, que me puxas com força para um caminho que eu sei ser possível.